De uma infância recheada de prazeres gastronômicos, (nada como uma mãe greco/judia, para apurar teu paladar, entupindo-o de comidas fantásticas dioturnamente, até uma série infindável de cursos, ao lado dos mais afamados chefs do universo (Daniel Boulud, Samuel Samuelson, Maria Magista, Heinz Beck entre inúmeros outros), passando pelo afamado Cordon Bleu, onde as técnicas são exaustivamente passadas, criou-se em mim um indômito prazer pela cozinha e seus espetaculates resultados.

Antes de mais nada, para mim, cozinhar é um ato de amor e carinho; e mais, talvez seja o mais bem acabado exemplo de amor incondicional, pois em grande parte das vezes, nem conheço a pessoa que esta à mesa do meu restaurante, e assim mesmo, quero que ela tenha, simplesmente um inesquecível prazer por ter estado aqui.

Conhecimento, técnicas, equipamentos...Claro que tudo isso é de uma assombrosa importância, entretanto, é nada, frente ao mais espetacular
implemento da cozinha, hoje e sempre: O amor.

Pratico o amor na minha cozinha! Isso é a mola mestra que me move. Faz-me acordar a cada manhã, buscando inovar. Pesquiso sabores, aromas e mais, muito mais...pesquiso os produtos naturais que tenho a disposição, seja nos mercados locais ou no meu sitio, que provem grande parte dos ingredientes que uso no meu dia a dia. Faço uso de todos recursos que me cercam, a fim de levar às nossas mesas, antes de qualquer outra coisa: surpresas e sensações!

O inusitado colocado de forma harmoniosa em um simples artefato de porcelana: O prato! Como fazer com que tão pequena área, enseje tanta satisfação? Essa é a minha sagrada missão, motivo dos meus diários despertares.

Espero de coração tê-los um dia em minhas mesas. Este é meu objetivo maior. Saber que vocês são meus por algumas horas, e que cumpri meu dever em extasiá-los durante sua estada comigo.

Bem vindos a vida que existe por detrás de cada prato servido.

Em puro francês...Bon Apetit!